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Apr
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21
Apr
27
Dec
Dizem que Berlim tem mais museus e galerias do que Londres e Paris juntos. Ainda assim, Londres continua sendo uma das capitais com uma das coleções mais preciosas e ricas no mundo. Quem é fascinado por museus precisa dedicar um bom tempo -talvez dias- na capital inglesa. A variedade é capaz de surpreender todos os gostos. E melhor: boa parte deles são gratuitos, pelo menos a visita ao acervo (collection). Geralmente, paga-se para visitar as exposições temporárias (special exhibitions).
Para começar, vamos falar nos gigantes em tamanho e coleção, dividindo-os conforme a linha do tempo. Para arte clássica, o British Museum, em Holborn, é imbatível, com pinturas, esculturas e objetos das artes asiática, romana, egípcia e grega, principalmente. O National Gallery, parte do cartão postal da famosa Trafalgar Square, é considerado um dos melhores acervos do mundo, com obras dos mestres europeus, que datam entre os séculos 13 e 20, como Rafael e Van Gogh. Já para aqueles que não se interessam por arte clássica e querem conhecer obras modernas e contemporâneas, o Tate Modern é o paraíso - e visita obrigatória. Junto ao MoMA, de NY, tem a principal coleção de arte moderna no mundo, abrangendo todos os movimentos do modernismo, além do pós modernismo e arte contemporânea. Fica em Southwark.

Foto: Tate Modern
Há também outros dois museus que carregam o nome dos dois últimos apresentados. O National Portrait Gallery, dedicado a retratos, é imperdível para quem se interessa pela História Britânica. Nele, vê-se também contemporary portrait, que dá uma conotação moderna ao conceito de retrato na pintura, com portraits dos séculos 20 e 21, além de versões em fotografia e vídeo. Em Pimlico, o Tate Britain é dedicado aos artistas britânicos, com um acervo não muito grande e diferente do que se vê nos outros museus, mas com interessantes exposições temporárias. Vale a pena checar antes o que está em exibição!
Victoria & Albert Museum, em South Kensington, tem uma infinidade de obras como pinturas, esculturas, objetos e vestuário num espaço bem grande. É o museu da moda, decoração, design e escultura, must-go para estilistas, designers, arquitetos e decoradores. A fashion gallery, que conta a história da moda e do vestuário, é imperdível, mas está fechada até fev/2012 para uma grande reformulação do acervo.


Fotos: Victoria & Albert Museum
O National History Museum ou Museu de História Natural, ao lado do V&A, foge do contexto de todos esses museus, mas é interessante para amantes da história da vida na terra e dos dinossauros.
Até aqui, foram apresentados os maiores e mais importantes museus de Londres, com fama mundial pela suas coleções. Os indicados a partir de agora são menores ou atendem a um interesse específico. São ótimos, mas aí vale quais deles lhe interessam mais.
O The Wallace Collection, situado onde foi a casa de um milionário em Merylebone, abriga hoje sua vasta coleção de arte, além de algumas mobílias e decoração originais. O café-restaurante é uma delícia para quem quer degustar um chá da tarde inglês bem típico.
O Design Museum, em Bermondsey, não tem coleção permanente - uma pena. Mas a visita vale para conferir as exposições temporárias, que são sempre demais! Exige ticket para entrada. Não deixe de visitar a loja do museu, que vende várias peças e objetos incríveis. Imperdível também a vista de lá para o rio Tâmisa e a Tower Brige.
Na zona norte de Londres, em Hampstead, o Freud Museum abre as portas para a casa onde o psicanalista austríaco viveu com sua família depois que os nazistas invadiram a Áustria. Interessantíssimo. É pago.

Foto: Freud Museum
Já deu pra ver que a lista de museus em Londres não acaba.. Royal Academy of Arts tem ótimas exposições contemporâneas (todas pagas). Somerset House é um espaço que possui galeria dos impressionistas e pós impressionistas e também exposições, muitas delas internacionais. Quem se interessa especificamente pela história da cidade de Londres e cultura londrina, duas boas opções: Museum of London e London Transport Museum.
Há ainda mais museus na cidade, como por exemplo Estorick Collection of Modern Italian Art e Charles Dickens Museum. Como é impossível visitar todos para quem está apenas a passeio pela capital, a ideia é filtrar de acordo com o gosto, seja ele por design, história natural, antiguidade ou engenharia. Ainda assim, se fosse para recomendar em must-go, National Gallery e Tate Modern são obrigatórios - nem que para uma passada rápida de 2 horas em cada. V&A e Wallace seriam os meus seguintes preferidos.
29
Nov

Ainda na zona norte londrina, também próximo ao parque Hampstead Heath, como La Gaffe e Tinseltown, indicados no post anterior, La Crêperie de Hampstead é considerada a melhor da cidade. Comandada por franceses residentes em Londres - e que falam inglês com aquele sotaque inconfundível -, a creperia é simples (praticamente uma casa de lanches), mas oferece bons crepes, difíceis de encontrar fora da França. Bem grandes, há diversas opções, entre doces e salgados, com combinações maravilhosas! Fica em frente a um pub; ao sair do metrô, é só perguntar a direção que todos sabem orientar! Imperdível!
Avaliação:
+ Para quem curte um típico crepe e, na viagem, não vai ter tempo de passar por Paris.
+ Nível do “must-go”: 1 2 3 4 5
Como chegar?
+ 77 Hampstead High St, London, NW3 1RE
+ Tube: Hampstead
04
Sep
Na zona norte de Londres, quase no Hampstead Heath (um dos mega parques da cidade), há duas casas que valem a pena ser conhecidas. A primeira é o restaurante italiano La Gaffe, que também funciona como hotel. Antigo e tradicional, serve pastas incríveis - bem servidas, com ingredientes especiais e muito barato (a partir de 6 pounds)! Se for em horário de almoço ou jantar aos fins de semana, vale a pena reservar. É um público mais adulto e família.

Quase em frente e na mesma rua, jovens se encontram na Tinseltown, que serve ótimos milk shakes (5 pounds) e hambúrgueres (média de 9 pounds). O matador: Volcano Beef Burger, que leva dois hamburgueres bovinos bem apimentados com blue cheese. Melhores shakes: A-List (feito com Ferrero Roche) ou Cookies ‘n’ Cream. Há mais quatro outras unidades em Londres, sendo uma em Leicester Square.

Sites do La Gaffe: www.lagaffe.co.uk
Site do Tinseltown: www.tinseltown.co.uk
Avaliação:
+ Famintos por comida italiana ou milk shake e hambúrguer.
+ Nível do “must-go”: 1 2 3 4 5
Como chegar?
+ La Gaffe: 107-111 Heath St, London, NW3 6SS
+ Tinseltown: 104 Heath Street, London, NEW 1DR
+ Tube: Hampstead
24
Aug
Um dos bairros mais nobres de Londres - se não o mais luxuoso - vale uma visita nem que seja para os olhos. Tranquilo, posh e vizinho de Marylebone, o bairro de Mayfair combina belas residências com praças calmas, restaurantes elegantes e as melhores designer labels do mundo.

A Mount Street é o endereço das grandes marcas, como Marc Jacobs, Vivienne Westwood, Louboutin e Lanvin. Ao redor dali, nas ruas paralelas, também tem muitas outras boutiques.

Se for a Mayfair, não deixe de visitar o charmoso Shepherd Market. São umas ruelas com algumas lojas de especialidades e muitos, muitos restaurantes e pubs. As mesas ficam na própria rua, onde não passam carros. Com clima intimista, a visita já vale a pena!

Outros pontos bacanas de Mayfair são Hanover Square, Berkeley Square e Carlos Place. O cinema Curzon Mayfair, na 38 da Curzon Street, é também um bom programa. Se procura um pub e um dinner club bem a cara do bairro, vão aqui duas sugestões (prepare-se para gastar). Em uma casa do século 18, The Punch Bowl é o pub que Guy Ritchie e Madonna compraram por mais de 2 milhões de libras em 2008 (hoje é apenas dele). O endereço é o número 41 da Farm Street. A segunda dica é o Sketch, perfeito para para quem está fim de um restaurante com DJ. Próximo a meia noite, a música alta leva as pessoas do salão ao lounge. O endereço é o número 9 da Conduit Street e exige reserva.
Avaliação:
+ Indicado para quem quer conhecer o lado mais luxuoso de Londres
+ Nível do “must-go”: 1 2 3 4 5
Como chegar?
O bairro é cercado por quatro estações de metrô.
+ Tube: Green Park (para ir ao Shepherd Market, Curzon Mayfair, The Punch Bowl)
+ Tube: Oxford Street (para ir ao Sketch)
+ Tube: Bond Street (para ir à Mount Street)
Situado entre Soho, Westminster e Bloomsbury, o bairro de Covent Garden atrai multidão de pessoas e turistas, que lotam as ruas desde o amanhecer até a alta madrugada. Um dos bairros mais animados da cidade, é extremamente comercial: independent shops, cafés ao ar livre, grifes internacionais, pubs (e até algumas baladas), enfim, muito do agito de Londres se concentra ali.
Vale a pena passar pelo principal mercado do bairro, o Piazza. Rodeado por arquitetura vitoriana, artistas distraem turistas na praça, além de uma infinidade de lojas - de sorveteria a joalheria.

Outro ponto em Covent Garden que vale a pena dar uma passada é Neal Street e Neal’s Yard. É uma espécie de um beco, onde se instalaram bares e restaurantes simpáticos, lojas e galerias de arte. Bem colorido, chama a atenção de uma Londres que em geral é monocromática.

Detalhe: no Neal’s Yard Salad Bar, dá até pra encontrar côco, caldinho de feijão, coxinha de frango e feijoada.

Outra rua bem famosa em Covent Garden é Carnaby Street, que fica bem próxima ao metrô de Oxford Circus. Não passam carros, a rua tem decoração especial e concentra grandes lojas famosas.

Avaliação:
+ Indicado para quem quer passear pelo comércio de Londres
+ Nível do “must-go”: 1 2 3 4 5
Como chegar?
+ Covent Garden Piazza, London, WC2E 8RF
+ Neal’s Yard, London, WC2H 9
+ Tube: Covent Garden
Comer um cookie do Ben’s Cookies é algo quase obrigatório para quem vai a Londres. Vale a pena provar o Milk Chocolate Chunk. Tente ir pela manhã, quando ele sai quente: o chocolate derrete na boca; a massa é macia por dentro e crocante na borda. Quando quente, é o melhor cookie do mundo!
São sete lojas em Londres. Tem uma bem ao lado da estação de metrô Bond Street.
Site: www.benscookies.com
Avaliação:
+ Indicado para quem ama cookies
+ Nível do “must-go”: 1 2 3 4 5
23
Aug
Livraria é o que não falta em Londres.. e tem para todos os gostos. Vou destacar aqui poucas, porque tem uma para cada especialidade: viagens, psicologia, política, revistas, livros clássicos, second hand, enfim.
As duas principais grandes redes de livraria são a Waterstone e Foyles. São mega livrarias, com muitos itens, que abrangem todas as seções de literatura. Paperbacks a partir de 99p, que são aqueles livros de capa bem flexível, geralmente em edições mais simples e econômicas.

Mas o destaque aqui é outro: Soho Original Books. É um mix de sex shop e livraria, com umas oito unidades em Londres. Cinco estão na região de Soho e as outras três, espalhadas pela cidade. São pequenas, com conotação sexual (sim, vibradores ao lado de livros), mas com boa seleção e também ótimas ofertas. Hardcover books (como eles chamam os livros de capa dura, contrário do paperback) de turismo, fotografia, sexo e cinema ocupam as estantes da livraria. Vale a pena passar lá.

Ao lado da unidade em Charing Cross, tem a The Gallery Soho, que combina galeria e livraria. Apesar de minúscula, traz uma seleção ótima de revistas (dizem que é o melhor lugar para se comprar as importadas em Londres), além de livros de artes não tão fáceis de encontrar em outras livrarias. Se o seu interesse é outro e mais específico, o site timeout.com/london traz mais detalhes.
Para livros de arte e design, a Koenig Books é show! Tem livro até na escada que vai ao piso inferior. Fica também na Charing Cross, próxima a Soho.

Site da Soho Original Books: www.sohobooks.co.uk
Site da The Gallery Soho: www.thegallerysoho.com
Avaliação (da Soho Original Books):
+ Indicado para quem procura hardcover por preço honesto
+ Nível do “must-go”: 1 2 3 4 5
Como chegar (a algumas lojas da Soho Original Books)?
+ 46 Dean Street, London, W1F 0SF
+ 13 Brewer Street, London, W1F 0RE
+ 121-125 Charing Cross Road, London, WC2H 0EW
+ Tube: Tottenham Court Road or Leicester Square
22
Aug
Quem vem a Londres e procura um bom hostel para ficar, o YHA London Central é a salvação. No coração nobre de Londres, fica próximo a quatro estações de metro (Regent’s Park, Great Portland Street, Warren Street e Goodge Street), de diferentes linhas, o que torna prático andar de metrô (veja link abaixo). Nunca fiquei nele, mas é sempre bem recomendado por amigos. Se não rolar este, o site hostelworld.com é o melhor para procurar.
http://www.hostelworld.com/hosteldetails.php/YHA-London-Central/London/23598
Para se locomover em Londres, linhas de metrôs e ônibus atendem a cidade inteira. Como é bem caro, vale a pena pesquisar qual opção de Oyster (nome do cartão de transporte) é melhor para você. Primeiro, você precisa comprar um Oyster na estação de metrô, que custa em média 5 pounds. Vale para metrô e ônibus. Há basicamente duas formas de carregá-lo: colocando crédito (que é debitado a cada vez que se usa, com valor diferente dependendo da distância de cada trecho) ou pagando um valor fixo por dia, semana ou mês para se ter free pass (exige escolher quais zonas de Londres quer incluir).
O free pass de um dia custa, em média, 6 pounds. Se optar pela outra opção, de carregar com crédito, cada trecho debita em torno de 1,50. Ou seja, se for andar bastante por diferentes pontos da cidade num dia só, vale optar pelo free pass.
Se você ficar na zona 1 ou 2, não há necessidade de comprar o passe para as outras zonas. Ah, no caso do free pass diário, não é necessário comprar o Oyster card. compra-se direto o bilhete de papel. Por isso, para curtíssima temporada, quando geralmente se bate perna o dia todo, recomendo free pass, porque não precisa comprar o Oyster, não sai caro por serem poucos dias e permite ir ilimitado a qualquer lugar.